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Hashim Thaçi, antigo presidente do Kosovo, condenado a 25 anos em Haia por crimes de guerra
O comandante "Cobra" liderou uma unidade militar na guerra contra a antiga Jugoslávia, no final dos 1990. O atual primeiro-ministro do Kosovo fala numa "injustiça inaceitável".
Um tribunal especial de Haia condenou esta quarta-feira o antigo primeiro-ministro e ex-presidente do Kosovo, Hashim Thaçi, a 25 anos de prisão por crimes de guerra. O ex-líder do exército de libertação, durante guerra pela independência, estava acusado, a par com outros três comandantes, de tortura, maus-tratos, tratamento cruel e detenção aribitrária de opositores políticos e civis.
Os procuradores do tribunal das Câmaras Especializadas do Kosovo pediram uma pena máxima de 45 anos de prisão para Thaçi e para outros arguidos, nomeadamente Kadri Veseli, Rexhep Selimi e Jakup Krasniqi. Todos negaram as acusações feitas pela Procuradoria.
Jakup Krasniqi foi condenado a 25 anos de prisão, enquanto Kadri Veseli e Rexhep Selimi foram condenados a 18 e 13 anos de prisão, respetivamente, pelos mesmos crimes. No centro de Pristina, milhares de pessoas acompanharam em direto a leitura das sentenças.
Segundo os procuradores, os homens – considerados heróis nacionais pela sua luta pela independência - tinham como alvo opositores políticos e civis vistos como colaboradores e traidores durante o período em que integraram o ELK. Thaçi também enfrentará um julgamento separado por acusações de intimidação de testemunhas, com início previsto para o final deste mês.
Em Pristina, a sede da missão civil da União Europeia (EULEX) no Kosovo foi atacada hoje com pedras e outros objetos lançados por centenas de kosovares, após a divulgação das condenações proferidas pelo tribunal de Haia aos quatro antigos membros do ELK. A estação pública kosovar TV Klan transmitiu em direto a concentração de pessoas enfurecidas em frente ao edifício da EULEX, que estava protegido por um grande efetivo policial.
O primeiro-ministro do Kosovo, Albin Kurti, classificou a condenação do ex-Presidente kosovar Hashim Thaçi por crimes de guerra como uma "injustiça inaceitável".
"A condenação e a extensão das penas impostas a quatro antigos líderes do Exército de Libertação do Kosovo (ELK) representam uma injustiça inaceitável", declarou Kurti na rede social Facebook, defendendo que as condenações fossem "corrigidas através de recurso o mais rapidamente possível”.
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros do Kosovo, Glauk Konjufca, afirmou que a decisão dos juízes — que classificou de “terrível” e “injusta” — causará danos consideráveis ao Estado kosovar.
Na mesma linha, a Presidente interina do país, Albulena Haxhiu, descreveu a sentença como uma "notícia chocante para a República" e um momento grave para a nação. Ao mesmo tempo, Haxhiu sublinhou que as condenações não são definitivas e defendeu a apresentação de recursos.
(Com Lusa)
Os procuradores do tribunal das Câmaras Especializadas do Kosovo pediram uma pena máxima de 45 anos de prisão para Thaçi e para outros arguidos, nomeadamente Kadri Veseli, Rexhep Selimi e Jakup Krasniqi. Todos negaram as acusações feitas pela Procuradoria.
Jakup Krasniqi foi condenado a 25 anos de prisão, enquanto Kadri Veseli e Rexhep Selimi foram condenados a 18 e 13 anos de prisão, respetivamente, pelos mesmos crimes. No centro de Pristina, milhares de pessoas acompanharam em direto a leitura das sentenças.
Segundo os procuradores, os homens – considerados heróis nacionais pela sua luta pela independência - tinham como alvo opositores políticos e civis vistos como colaboradores e traidores durante o período em que integraram o ELK. Thaçi também enfrentará um julgamento separado por acusações de intimidação de testemunhas, com início previsto para o final deste mês.
Em Pristina, a sede da missão civil da União Europeia (EULEX) no Kosovo foi atacada hoje com pedras e outros objetos lançados por centenas de kosovares, após a divulgação das condenações proferidas pelo tribunal de Haia aos quatro antigos membros do ELK. A estação pública kosovar TV Klan transmitiu em direto a concentração de pessoas enfurecidas em frente ao edifício da EULEX, que estava protegido por um grande efetivo policial.
O primeiro-ministro do Kosovo, Albin Kurti, classificou a condenação do ex-Presidente kosovar Hashim Thaçi por crimes de guerra como uma "injustiça inaceitável".
"A condenação e a extensão das penas impostas a quatro antigos líderes do Exército de Libertação do Kosovo (ELK) representam uma injustiça inaceitável", declarou Kurti na rede social Facebook, defendendo que as condenações fossem "corrigidas através de recurso o mais rapidamente possível”.
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros do Kosovo, Glauk Konjufca, afirmou que a decisão dos juízes — que classificou de “terrível” e “injusta” — causará danos consideráveis ao Estado kosovar.
Na mesma linha, a Presidente interina do país, Albulena Haxhiu, descreveu a sentença como uma "notícia chocante para a República" e um momento grave para a nação. Ao mesmo tempo, Haxhiu sublinhou que as condenações não são definitivas e defendeu a apresentação de recursos.
(Com Lusa)